Passe livre para a o questionamento sincero

Postado em Penso, logo escrevo às Julho 2, 2008 por lucassouza

 

O texto que publico abaixo foi escrito por mim no início de 2005, num tempo onde quem andou comigo sabe o quanto foi difícil persistir no caminho em que me encontro hoje. O texto é forte, mas fala sinceramente do que eu estava passando e questionando naqueles dias. Ao relê-lo agora senti vontade de publicá-lo, simplesmente porque acredito que possa fazer eco no coração de quem está vivendo hoje algo semelhante ao que eu vivi ontem.

 

A você, boa e corajosa leitura!

 

……

 

Jesus, eu estou sozinho. Estou desiludido com tanta coisa que esta difícil até por no papel. Minhas amizades são de chocolate e meus heróis tão frágeis que a primeira ventania levou. Eu cansei, cara eu cansei! Onde está a vida de verdade fora das palavras decoradas? Onde está o verdadeiro sentimento dentro de mim? A verdadeira canção? O verdadeiro fogo?

 

O pecado levou tudo de mim Senhor. Tudo! O crédito que dei a ele levou o resto da minha esperança e a percepção da sua presença, que é o que me permite seguir em frente, permanecer, perseverar. Eu estou realmente desolado. Estou sem chão. E sinceramente, estou cansado de tentar. Cansado. Porque você se esconde tanto de mim se sabe que na maioria das vezes eu não tenho forças pra te procurar? Por que, Senhor? Por quê? Um dia eu li um texto em que o carinha falava que não se pergunta por que para o Senhor, mas para quê. Mas sinceramente, eu estou a fim de perguntar por que mesmo. Eles inventaram dogmas até para os meus questionamentos, e isso enche o saco. A verdade é essa! Isso enche o saco!

 

Jesus, não me trate igualmente aos outros, Jesus. Eu não estou a fim de fazer negócio com o seu nome. Não estou a fim de ficar famoso usando o seu nome. Seu nome é valioso demais para que qualquer homem possa profanar. O que eu mais quero é simplesmente seguir ao teu lado, aprender com você, ouvir de você. Só não quero ficar nesse desterro. Nesse lugar as coisas estão mortas e a esperança nem existe mais. Onde já apagaram a luz por tanto tempo que agora ela nem sequer acende. Na realidade, você é a única luz sem validade que eu conheço. Estrela da manhã, tu brilhas como o sol…

 

Desamor. Desamor. O mal do século é a solidão gerada pelo desamor. Eu estou sozinho. Todos estão sós. Todos se perderam no meio das desavenças, das guerras, das ruínas dos edifícios dos sonhos ruídos. Eles foram apertar as mãos e quebraram os braços! Eles foram se abraçar e se aleijaram! Então Jesus, depois de ter tentado fugir dessa realidade toda, eu só posso olhar pra cima. E ainda bem que o céu ainda existe. Eu sei que você esta ali, depois da nuvem de poluição, e está aqui também, ao lado.

 

A grande coisa é que eu não estou curtindo esse século não. Tem coisas legais pra se fazer por aqui. Eu posso viajar, conhecer países, culturas. Mas por lá as pessoas carregam a mesma cara triste, o mesmo olhar dos que não te viram. Está tudo muito sem graça, incolor. É como se tivéssemos que viver um jogo eterno de hipocrisia pra sobreviver aqui, e como a partida não acaba nunca, estamos cansados. Exageradamente cansados. Eu mais que todos… Eu mais que todos os outros jogadores. Mas você esta acima do jogo, não esta? Você esta anunciando a estrada para nós, não esta? Os trilhos… como eu sonho com esses trilhos. Há um caminho mais alto, há um amor mais profundo, há um destino traçado que me leva a você, não há? Eu simplesmente quero ir… quero ir.

 

Jesus, você é a única pessoa, a única pessoa real neste mundo. Seja apenas meu amigo de verdade. Aperta minha mão mais forte. Deixa eu te ver mais perto que os outros. Eu não quero dançar com você não. Eu quero sentar numa mesa e ouvi você falar. Encher meu coração de esperança e refrigério outra vez. Seja a minha esperança, a minha riqueza, a minha alegria, o meu refugio. Mas de verdade Jesus, de verdade. Não nas emoções de purpurina das canções, mas num lugar de realidade.

 

Jesus real, seja meu espelho!

 

……

 

 

Por fim, quero te animar a, ai embaixo, nos comentários, colocar o seu questionamento sincero a Deus. Vamos fazer deste post um momento de verdadeira comunhão com o Senhor, sabendo que num relacionamento tão intrínseco, onde Ele é onisciente de todas as coisas que passam por dentro de nós, só pode prevalecer a verdade.

 

Portanto, seja livre, e fale à vontade. Aqui, para ela (a verdade), o passe é livre.

 

Em Cristo, aquele que nunca se negou a dizer o que sentia/via/pensava, mesmo sendo péssimo para a sua reputação e para a paz do seu instante,

 

 

Lucas Souza
02/07/2008

 

Essa gente que só diz que não…

Postado em Penso, logo escrevo às Junho 19, 2008 por lucassouza

Eu acho que a vida é curta demais para ser vivida de uma forma dogmática, emblemática, sufocante, inegociável. É claro que, vai lá, há coisas que a gente não negocia, mas parece que tem gente o tempo todo tentando tornar amoral até o futebol de domingo à tarde.

E tem gente achando que vai mudar o mundo criticando o quanto os adolescentes não lêem a bíblia, e o quanto eles gostam de coisas “mundanas”, e de ouvir música barulhenta, e de vestir roupas estranhas, e de perguntar demais, quando normalmente quem mais critica é quem menos gasta tempo com eles no ensino das palavras de sabedoria de forma próxima, real, olho no olho. Fica óbvio que é por falta de instrução e exemplo verdadeiro que muitos vivem batendo a cabeça por aí. E quer saber, também não vejo problema algum em que alguns batam a cabeça. Afinal, se não se aprende com um João na vida, aprende-se com o rumo da vida em si, simplesmente vivendo.

Elas existem aos montes, milhares de pessoas querendo entender mais “das coisas”, buscando receber uma resposta coerente sobre questões diversas, ter esclarecimento sobre a vida em si, para não ter que aprender em tentativas precipitadas, muitas vezes dolorosas. Todavia, como quem tem ensinado em geral é preguiço, a única resposta que se ouve é um sonoro “não”, um ene-há-hó-til espiritual que diz “é assim porque é a vontade de deus”. E isso vale? Não, isso não vale. Isso é fala de papagaio de pirata pirateado, aquele que nem na 25 de março se encontra mais. É argumento de criança de dois anos.

Mas o que é instrução? E o que é exemplo verdadeiro?

Pois bem, eu entendo que uma coisa cabe dentro da outra. A instrução cabe dentro do exemplo verdadeiro, que é verdadeiro por ser quem se é, natural, cru, e não por quem diz que é e se veste com roupa de representante de artigo demagógico apenas para se diferenciar dos comuns que não tem R$2.000,00 pra gastar num terno italiano e nem a cara-de-pau de se apresentar com aquele ar superior e sínico de quem disse ter visto a “deus”. Espera lá, colega! Fala sério! Ou você acha realmente que todos são descarados como você? Ou você pensa então que a moçada não percebe que a verdade que você diz viver não tem nada a ver com a verdade que você vive na parte não sacra da sua vida, e que a sua justiça própria não leva a nada, senão a tornar você uma figura engraçadíssima aos olhos de quem vê que seu coeficiente de inteligência não é maior que o de um camelo?

Enfim, os dedos estão apontados e as mãos que carregam as pedras estão sobre a cabeça dos que olham para o garoto magrelo, vestindo uma calça folgada e já se sentindo um tanto cansado, com falta de ar e dor de cabeça, sem saber onde colocar as mãos e sobrecarregado pela culpa de existir aqui, onde todos desacreditam dele. Afinal, um adolescente deseja demais, sonha demais, quer ter tudo fazendo muito pouco e ao menos algum amigo com que possa conversar ao telefone (MSN, Orkut, que seja) umas cinco vezes ao dia.

E no fundo você se pergunta, afinal, qual é o problema de simplesmente viver?

Ora bolas, nenhum!

O único problema é essa gente que ainda não descobriu como existir sem ter que sobrecarregar a existência de terceiros. É gente mal resolvida, doente, que achou que Jesus fez muito mal ao querer tirar o fardo dos ombros da humanidade, porque na verdade eles pensam que todo mundo é folgado e permissivo e deveria viver juncado de peso para sempre.

Opiniões à parte, se uma coisa eu entendi do evangelho é que foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, se está difícil separar o que presta do que não presta, comece pelo princípio das algemas: se o que lhe dizem não lhe aprisiona num poço de angústia, onde a única coisa que você consegue fazer é contar os carneirinhos de sofrimento que não param de se multiplicar ante a sua paranóia, tome-o para si e seja feliz. Contudo, se estão tentando aprisionar você novamente no porão escuro dos chavões dos usos e costumes, com um nariz de palhaço e um letreiro que pisca a cada segundo lhe chamando de bobo do bolso furado, então corra, apresse-se e fuja enquanto é tempo!

Ainda dá tempo de ser você mesmo em meio a essa nova era de uniformização religiosa!

Ainda dá tempo de recuperar o fôlego, sacudir a poeira dos pés e recomeçar numa estrada feita de liberdade, cheiro de terra, flores, crianças, pedras, espinhos, sol escaldante mas, independente dos percalços que calejam seus pés descalços, é um caminho livre e será sempre um caminho que é seu, feito por você e Ele, numa parceria onde só Ele ilumina e lhe dá a dica do passo seguinte. Um caminho consciente da real liberdade que existe com/no Redentor.

Na Rocha firme onde Ele me livrou de um naufrágio legalista,

Lucas
19/06/2008

Quando você acorda

Postado em Penso, logo escrevo às Junho 5, 2008 por lucassouza

 

O despertador lhe acorda como se houvesse um saco de trinta quilos de arroz sobre o seu peito. Sua vista está turva, suas pernas cansadas, e a responsabilidade de que só você pode fazer o que deve ser feito nessa manhã vale já por metade do peso do saco. A outra metade é referente ao seu cansaço, à sua noite mal dormida, às doze horas de trabalho do seu dia anterior.

Seu estômago reclama, sua cabeça reclama, as solas dos seus pés reclamam que você se levantou cedo demais, que na verdade você merecia dormir até que a fome do meio dia se tornasse inoportuna às duas da tarde, ao ponto de não lhe permitir continuar deitado. Mas agora que você já está de pé, que seu cérebro já trabalha além da letargia e a água meio quente meio fria do chuveiro elétrico lhe permite organizar as idéias, tudo já nem parece mais tão difícil. Enxuga-se rapidamente, veste-se com aquela roupa-uniforme de toda semana, corre pra cozinha e ai então se põe a preparar um misto, toma um suco de laranja, coloca uma maçã-embrulhada na bagagem para comer lá pelas dez horas e sai de casa apressado, já imaginando o trânsito.

Depois de andar cinco quilômetros em 20 minutos, você já se sente mais aliviado, porque percebe que conseguirá fazer o trajeto até o trabalho em pouco menos de uma hora. Contudo, logo à frente, dois carros se chocam num grande acidente sem vítimas, suficiente para parar o trânsito completamente. Buzinas soando, pessoas a xingar os motoristas barbeiros e outras mais a saírem dos veículos, bastante curiosas, para ver o estrago da cena.

Você está lá, dento do seu carro, imaginando o que deveria fazer naquela situação. Reclamar você já reclamou, com direito até soco no volante, como também buzinar, bater a cabeça no encosto do banco e dizer: “É hoje!”. Entretanto, você acaba por perceber que a sua ira de nada adiantou, já que tudo ficou parado da mesma forma, à espera da polícia, dos peritos, da perícia, e ficou óbvia, definitivamente, a sua impotência diante daquela avenida interrompida.

Você se põe então a pensar no dia, a olhar para o relógio. À sua direita você vê outras duas filas de carros parados. No seu colo, seu celular vibra ante a ligação do seu superior, que possivelmente questionará o seu atraso, mas você não atende. No banco de trás, uma pilha homérica de papéis que precisam ser analisados ainda essa semana. E do lado esquerdo, à sua janela, a vista mais incrível que você já viu.

Em meio ao caos você percebe que um sol cor de ouro reflete sua força sobre as águas transparentes do oceano. Você não se deu conta, mas a chuva do dia passado foi embora, amanhecendo um dia completo, azul, inesperado. Agora, sobre a colina que dá vista a toda a cidade duzentos metros abaixo, e a todo o mar que banha estas cercanias, você percebe a claridade das árvores, ainda molhadas, brilhando um verde irresistível, e uma multidão de pássaros que começam a passear de galho em galho, divertindo-se com os pingos d’água. Põe-se a abrir o vidro, e recebe uma brisa suavemente tranqüilizadora sobre o rosto. Você fecha então os olhos, sendo essa a sua melhor forma de guardar aquele quadro dentro da memória e, ao abri-los, faz uma oração silenciosa.

O seu coração começa a bater um pouco mais forte, e uma certeza de algo inexplicável toma conta de você. É o tipo de momento onde ninguém poderia perguntar sobre o que se está sentindo, visto que seria responder o indescritível. Torna-se então bem fácil ver a Deus naquela manhã, naquele instante onde tudo parecia lento, sobrecarregado, corrido, diante de toda a movimentação desesperada dos homens e assimilada por você, também homem.

Percebe que bastou olhar para um lugar onde ninguém olhava para mais facilmente encontrar sentido e força para continuar seguindo. Mesmo que seja inexplicável, havia um perscrutar de esperança latejando dentro do seu coração, ansiando por algo acima de toda aquela lancinante confusão.

Seus olhos pousam novamente sobre a mesma vista, e você percebe o fôlego de Deus sobre seus cabelos, como se uma mão lhe acariciasse a cabeça e lhe fizesse repousar num pasto verdejante, onde é possível reencontrar o fio da meada, o cálice que rolara encosta abaixo, a voz que há muito se calou.

De repente, porém, ecoa um som de várias buzinas que vêm por trás de você. Parado ainda, olha à sua frente e percebe que a pista já estava liberada, e que em seu relance da eternidade você se absteve da terra dos homens por alguns poucos minutos. Percebe que a vista do andar superior das coisas inexplicáveis deixou-lhe com a aparência de quem sonha, de quem espera, de quem sabe para onde vai, mesmo não indo e ouvindo as reclamações mecânicas dos carros. 

O trânsito segue sua cadência lenta, e você continua nele, em direção ao trabalho. Olha para os lados e tudo o que agora vê são casas e prédios, carros, ônibus e pessoas apressadas. Finalmente você estaciona e já se sente cansado por quase uma hora e meia ao volante, logo cedo. Mas, ainda agora, você consegue perceber que o Eterno continua ali, sempre, dentro de você, e era você que passava sem percebê-lo. Corria tanto que esquecia o porquê do seu andar, sem lembrar que Ele está sempre desejando existir dentro do seu cotidiano assoberbado e repleto de vícios, simplesmente porque o cotidiano é seu, de você.

Exatamente assim, porque sei que Deus continua na mesma estância em que deixamos de vê-lo, habitando eterno no procurar do homem, mesmo quando feito de desassossego. 

 

Nele, de onde recebemos a Graça que proscreve o medo,

 

Lucas Souza

05/06/2008

 

Novas datas

Postado em Penso, logo escrevo às Junho 3, 2008 por lucassouza

Olá!!

Faz tempo que não posto nada por aqui, mas não é por qualquer motivo. A correria tem sido enorme!! Temos viajado bastante, e conhecido muita gente boa por onde temos andado. De qualquer forma, abaixo vão algumas datas confirmadas de eventos que estaremos. Em breve adicionaremos as datas de outros eventos.

Abraços!

Lucas Souza
DATAS:

JUNHO

  

07 - Ipatinga - MG - Conferência de Jovens Atitude 2 / Contatos: filiperosabh@hotmail.com / 31 8667-5455 + 31 3822-2475

 

13 - Belém - PA - Adoração In Concert / Contatos: ivaldoc@terra.com.br / 91 3246-8636

 

14 e 15 - Imperatriz - MA - Igreja Emanuel - Encontro de Adoração / Contatos: mlucysp@hotmail.com

 

 

JULHO

 

11, 12 e 13 - Maringá - PR - Conferência de Adoração - Cristianismo Decidido / Contatos: gabriel_jazz@hotmail.com 44 99480369

 

18 - São Paulo - SP - Assembléia de Deus do Bom Retiro - Conf. Jovens Fortes / Contato: www.adbomretiro.com.br - contatojovensfortes@yahoo.com.br

 

 

AGOSTO

 

9 - Dores de Guaranhães - MG - Dia Municipal do Evangelho - Praça Central / Contatos: luka3110@yahoo.com.br 

 

22, 23 e 24 - Manaus - AM - Conferência “Deixe o Reino Vir” - Auditório do SEBRAE / Contatos: leoalmeida.deixeoreinovir@gmail.com / 92 8195-7894

 

 

OUTUBRO

 

10, 11 e 12 - Campo Mourão - PR - Conferência “Adoremos” / Contatos: louback.del@gmail.com

Palavrantiga

Postado em Música às Abril 2, 2008 por lucassouza

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Boas novas! Nem só de música ruim viverão nossos ouvidos… !!

É com muita alegria que venho aqui anunciar que o Palavrantiga acaba de lançar seu primeiro EP. Primeiramente em formato virtual, o álbum em MP3 já está sendo vendido no site da Farol Music. Basta pagar a importância de R$5,00 e o comprador receberá as 6 músicas do disco por e-mail (no e-mail cadastrado na hora da compra), assim que for confirmado o pagamento.

Palavrantiga é formada por Marcos (vocalista), Josias (guitarrista), Lucas (baterista) e Felipe (baixista). Todos esses sujeitos - amigos meus de longa data - tocavam com Heloísa Rosa antigamente. Ao deixarem de tocar formaram esse grupo, e estou para dizer que o Palavrantiga foi a melhor idéia que eles já tiveram até hoje. Este primeiro disco deles foi produzido por Lúcio Souza, que fez um excelente trabalho junto às excelentes composições do Marquito.

Para quem quiser ouvir antes de comprar, vá em www.myspace.com/palavrantiga e se surpreenda!

Quem quiser comprar antes de ouvir, vá em www.farolmusic.com e não estrague a surpresa de ouvir em casa num bom som.

Abraços em todos…

Lucas

O site e o blog se abraçaram…

Postado em Penso, logo escrevo às Abril 1, 2008 por lucassouza

Olá gente,

desde o início de fevereiro que não publicamos nada por aqui, mas isso vai mudar. Aconteceu uma coisa inusitada, o blog e o site se enamoraram, resolveram se casar e o filho deles que nasceu é isso que você está vendo agora, um versão híbrida do que era com o que deixou de ser, um blogsite.

Vai ficar mais fácil pra atualizar e manter todo mundo informado. Se você clicar ai do lado, encontrará nossa agenda, contatos, tudo como tinha no site antigo, menos as músicas para ouvir. Caso você queira ouvir, ouça em www.myspace.com/lucassouza ou compre o CD em www.farolmusic.com.

Nossa proposta é deixar isso aqui mais movimentado, mais vivo.

Em breve novidades.

Abraços,

Lucas Souza (em nome da Banda)

O fio que Ele rompeu

Postado em Penso, logo escrevo às Fevereiro 4, 2008 por lucassouza
Foto tirada por Renata, na casa do Dinho, no último dia em que estivemos juntos, em 07 de novembro de 2007.

A gente planejava passar alguns dias em Bonito. Sempre falavamos de Bonito, e dessa vez acreditávamos que seria possível ir alguns dias por lá, nós quatro, para descansarmos, eu, a Renata, o Liver e a Ana Paula. Afinal, seria a quarta vez em menos de um ano que vínhamos para o Mato Grosso do Sul, e não era possível que fossemos passar mais essa vez sem ver aquelas águas. E passamos, ou melhor, estamos passando sem vê-las. E vê-las agora já tornou-se uma coisa estranha, quase incoerente para mim.

Meu estômago embrulha só de pensar, minha cabeça gira e lateja ante à idéia de ir àquele lugar sem nossos amigos. Talvez quem sabe no futuro nós possamos ir a Bonito em memória deles, mas pensar nisso agora é como percorrer no escuro uma estrada sinuosa, é absurdamente sufocante, e é como se tivessem dado um nó exageradamente forte na artéria principal do meu coração.

Eu e Liver nos identificávamos em muitas coisas, mas confesso que de início pensei que não. A primeira impressão que tive dele, apesar de não ter tardado em mudar, foi a de ser alguém que se assemelhava ao tipo que eu mais abominava e, contudo, eram os que mais se aproximavam de mim naquele início de 2007, quando eu já havia decidido distanciar completamente daqueles que pensam levar Deus na barriga, altivos e manipuladores como um Don Corleone da fé, dos que acreditam ouvir a voz de “deus” qual um ruido estranho e desordenado de um estômago atacado de gastrite. O meu grito era e é “deixem-me em paz!”, mas esse grito não servia para o Liver, de forma alguma.

Confesso que ser meu amigo não é das tarefas mais fáceis, e eu ser amigo de alguém é mais difícil ainda. Não por alguma forma obtusa de preciosismo, mas simplesmente porque sou chato. Prematuramente chato e desconfiado.

Mas o Liver conseguiu romper minha couraça.

Sérgio nos apresentou e como falei, de cara não fui muito com ele. Mas bastou-nos um dia juntos, quando fiquei hospedado na casa de seus pais em Rio Brilhante, para que o meu juizo prematuro se tornasse um grande constrangimento ao meu radar anti-demagogos. Afinal o Liver não era nada do que eu pensava, mas era na verdade muito melhor que eu, com muito menos ferimentos de guerra que eu, e mais, muitos mais corajoso e esperançoso que eu.

Nós nos identificamos nos sonhos, que se assemelhavam nas diferenças geográficas e em carácter de função, e eram por demasiado semelhantes no sentimento. Nós nos identificamos numa grande esperança pelo Reino e até mesmo em algumas paixões terrenas, como o fato de torcermos pelo mesmo time ou por gostarmos muito de ler e de tomar um sorvete inconveniente no meio da tarde.

Eu lembro hoje das muitas risadas que demos, ouvindo as histórias que Sérgio nos contava nas viagens curtas que fizemos juntos. Uma para Dourados, outra para Campo Grande. Lembro também da nossa despedida em Rio Brilhante, quando ele me deu de presente uma camiseta oficial do São Paulo, e do ultimo dia que passamos juntos, em novembro, aqui na mesma casa onde estou, olhando para a mesma piscina onde nadamos e jogamos volei, e onde esperamos agora angustiados por seu enterro que será amanhã.

Ainda havia esperança que ele se recuperasse do acidente de carro. Todas as notícias que recebi eram otimistas, falando da sua reação forte, até que ontem fomos abalados pela notícia de uma parada-cardíaca inesperada que havia piorado o quadro todo, e depois pela ultima notícia que recebemos hoje após o almoço, a de que ele havia falecido na madrugada desse dia 03 de Fevereiro.

A minha primeira questão é, de que serve o otimismo diante da vontade de Deus? E o que pensar? E o que sentir? Afinal ainda estávamos todos abalados pela morte de Ana Paula, sua esposa, que havia sido enterrada domingo passado, vítima do mesmo acidente, grávida de 3 meses, e que até seu último momento de vida deu suporte ao Liver, enquanto ele estava preso às ferragens no banco da frente e urrava de dor, enquanto ela sentia suas forças indo embora e sua voz silenciando aos poucos por causa dos ferimentos.

O que dizer de Ana Paula, que foi sempre o braço direito de Liver em tudo, e se doava com ele por todas aquelas pessoas que pastoreavam, sendo muitas vezes acordados de madrugada, sem terem sequer tempo para os dois, onde pudessem descansar e renovar as forças? Mas conferências atrás de conferências, inúmeras reuniôes, discipulados, viagens missionárias, eles não pararam até o dia que a Ana descobriu que havia perdido o bebê da primeira tentativa deles, e foi quando então eles viram o quanto precisavam de um tempo de descanso.

Estávamos aqui quando vimos o quanto eles ficaram baqueados com a perda do bebê, o quanto foi sofrido pra eles essa recuperação. Mas passou, como tudo passa, e eles estavam novamente muito felizes porque a Ana Paula estava novamente grávida, e eles estavam se preparando para receber o filho quando tudo aconteceu.

Uma batida de carro inesperada, que lhes tirou a vida.

Eu estou aqui sentindo como o fio da vida é fino, mais fino que uma linha de costurar, que não consegue segurar uma pequena pipa no céu.

Estou aqui sentindo na pele como Deus faz o que quer, e que a vontade dele é tão soberana que sequer necessita de explicações e anúncios, que ela se faz por si só, independente da nossa vontade contra ou a favor.

Estou aqui sentindo que a morte de Liver e Ana Paula mais uma vez joga por terra toda a teologia nojenta dos papas evangélicos, baseada em merecimento e em negociatas com Deus. Eles confundem Deus com a imagem daquele homem vestido de terno branco, com o cabelo cheio de brilhantina, habitante das esquinas e que adora negociar com os homens, sem nunca perder nada. Aquele homem que caiu do céu e anda grande na terra, que engana a muitos com sua aparência divina e seus argumetos maquiados cor-de-anjo.

Estou aqui imaginando o tamanho do sofrimento da família de Liver e Ana Paula, e gostaria de pedir a você que está lendo esse texto que orasse ao Senhor para que Ele envie consolo a todos que sofrem agora com a saudade e a lacuna dos dois.

Agradeço a Deus pela oportunidade de ter conhecido e estado perto de pessoas tão significativas, e desejo que a lembrança boa desses meus amigos me ajude a tornar-me uma pessoa melhor.

Perplexo ante a realidade da dor da vida, que tanto costumo esquecer,

Lucas Souza
03.02.2008

Europa - Parte 3

Postado em Viagens às Janeiro 9, 2008 por lucassouza

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Faz vários dias que não escrevo nada por aqui, mas tenho meus motivos. Primeiramente, meu laptop resolveu dar tilt no software e deixou-me na mão. Em segundo, as últimas semanas foram de muita correria, porque além das ministrações houveram as festas de final de ano e é claro alguns passeios por Portugal para conhecer alguns lugares e tirar algumas fotos. A minha conclusão é: Portugal é lindo! E o pedacinho da Espanha que conheci, Ávila, é deslumbrante. Parece que estamos andando dentro de um filme ou coisa do tipo… A cidade é rodeada por uma muralha enorme, que foi construída a mais de 1.000 anos! É giro pá! É fixe!

Mas vamos falar dos fatos e dos enfados, que não foram poucos. Voltando ao itinerário, na quarta-feira 19/12 ministramos na Igreja Metodista Livre da Charneca da Caparica. O culto foi uma surpresa de Deus para nós, onde fomos realmente cheios da presença do Senhor. Uma benção realmente surpreendente, para um culto de quarta-feira numa noite tão chuvosa. No fim das contas, a nossa conclusão se repete no simultâneo em que se renova: Ele é bom!

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No final de semana seguinte, nos dias 23 e 24 de dezembro, ministramos à Igreja Renascer em Lisboa. Vimos Deus fazer grandes coisas naquele lugar, e ficamos felizes por encontrar tantas pessoas comprometidas com o Reino. Havia por lá irmãos Portugueses, Moçambiquenhos e Angolanos, além de é claro dos irmãos Brasileiros, e fizemos uma grande festa. A foto abaixo mostra bem isso!

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Nos dias 28 e 29 de dezembro ministramos aos irmãos do Ministério Internacional da Fé, no Barreiro. Foram duas noites por lá. Alguns amigos que fizemos aqui fazem parte dessa congregação e também Oderico e Manuel, ambos pastores. Foi um enorme prazer viver essa experiência de adoração juntamente com todos vocês!

Também no mesmo final de semana, no domingo dia 30, fomos ministrar na cidade do Porto. Saimos logo cedo e fui dirigindo. A auto-estrada aqui é tão boa que com um C3 1.2 conseguimos fazer uma média de 140 Km por hora, e fizemos os 300 Km da viagem em 2 horas e pouco. Assim fica bom dirigir…

No Porto quem organizou o evento foi a Capitã Ana, do Exércio da Salvação. Eles fazem um trabalho social/espiritual maravilhoso, e foi um prazer conhecer estes irmãos! O culto foi num auditório no anexo da igreja católica, que cedeu o espaço para os Exército da Salvação fazer este concerto. Tivemos um tempo muito bom, apesar da data difícil e da correria da viagem. Ao final do culto, comemos frango com batatas fritas (prato típico daqui) e logo pegamos a estrada de volta. Muito frio, muita neblina, a rádio da auto-estrada avisava do perigo de gelo a toda hora, mas também muitas risadas com Alex e Bruno. Vamos sentir saudades, sem dúvida!

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Nos dias 04 e 05 de Janeiro fomos ministrar na cidade de Ávila na Espanha. Como vocês verão pelas fotos, a cidade é belissima. É como se estivessemos dentro de um enredo medieval. A cidade é rodeada por muralhas, que foram construídas pela família real esponhola a mais de 1.000 anos, para lutar contra as invasões dos Mouros. Por aqui, história é o que não falta.

Entretanto, parece-me que de alguma forma essas muralhas representam também uma barreira contra o evangelho. Apenas 0.3% da Espanha se diz cristã-evangélica, e aqui em Ávila é ainda pior. Segundo fui informado, nesta cidade de 60.000 pessoas a única igreja que existe é a que fomos ministrar, onde se reunem cerca de 70 pessoas! Uma realidade bem diferente do Brasil, não é mesmo? Diz-se que no tempo da Reforma Protestante havia nesta cidade uma mulher chamada Tereza que fez um grande movimento contra a Reforma, de forma que o evangelho nunca chegou alem daquelas muralhas. Bem diferente da Inglaterra e da França, por exemplo, que já conheceram um dia o evangelho, Espanha ficou na escuridão por causa do árduo trabalho dessa mulher! E não é novidade saber que essa dona Tereza veio a ser canonizada pela igreja católica e hoje é a tal que conhecemos como Santa Tereza, que inclusive dá nome à cidade onde mora meu sogro, nas serras do ES. Essa dona Tereza também foi a responsável pela inquisição naquelas terras e podemos imaginar quantos resistentes não perderam a cabeça. Será isso o que a história reconhece como Santo? Enfim…

Conhecemos pessoas de Deus nessa cidade, com um grande coração e um grande chamado. Esses irmãos são Luiz, pastor da igreja Luz Para os Povos de Ávila, sua esposa Sônia e seu filho Junior, que tem servido a Deus com muito esforço, num verdadeiro deserto espiritual. Tivemos por lá dois cultos onde o Senhor falou muito conosco e também um tempo de comunhão muito acrescentador. Sem dúvida esperaremos por uma nova oportunidade de estamos juntos!

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Pois bem, o tempo aqui em Portugal já terminou. Eu e Renata iremos embora levando saudades dos amigos que fizemos. Como não citar Alex e Tânia, que tiveram todo o trabalho (que não foi pouco!) de organizar essa turnê por aqui, seus miúdos Rafael e Lucas que nos deixaram apaixonados, também Claudete e Kazuo que nos receberam em sua casa, Andressa amiguíssima que nos apresentou para esse povo todo há muito tempo atrás, também Andréia, David e os fofíssimos Tito e Rita, Adriana e Carlos, Lolttiene, Sara, Jéssica, Israel, Ana Raquel, Bruno Lopes, além de toda a equipe que me acompanhou aqui por todos esses dias, viajando para lá e para cá, dedicando e servindo ao Reino. Obrigadíssimo pelo carinho Alex (novamente), Márcio (incluindo Júlia, Raquel espuleta e Samuel) Bruno, Jessé e Jonas (e Rosemeri). Nós vamos fazer história nessa nação, tenham certeza disso! Isso tudo é apenas o começo! 

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Recebam o carinho desse casal que vos ama sinceramente!

Nas misericórdias de Cristo,

Lucas e Renata
09.01.2008

Europa - Parte 2

Postado em Viagens às Dezembro 18, 2007 por lucassouza

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Hoje é segunda-feira, dia 17 de dezembro, e acabamos de chegar de uma final-de-semana movimentadíssimo no Algarve, que é um dos pólos turísticos mais requisitados da Europa durante o verão, o que não é o nosso caso. Como estamos entrando no inverno, o que encontramos por lá foi muito, mas muito frio! Os termômetros marcaram menos 2 graus, e não foi tão simples conviver com essa temperatura. Lembro de domingo pela manhã, quando saímos de casa às 9 horas para tomarmos o pequeno almoço (é assim que é chamado o café da manhã em Portugal) num café a 100 metros da casa onde dormimos: havia uma camada de gelo sobre os carros e fazer qualquer movimento com os dedos me dava a sensação de que os mesmos iriam trincar-se e despedaçar-se pelo chão.

Pode parecer brincadeira, mas esta viagem foi tão corrida que qualquer turista de plantão vai dizer que cometemos um crime ou uma enorme estupidez, mas nem tempo de olhar para as tão famosas praias nós tivemos. Saímos de Charneca da Caparica – região onde estamos hospedados em Portugal, que fica do outro lado do Rio Tejo, próxima a Lisboa – às 10 horas da manhã, planejando chegar ao Algarve por volta de 1 hora da tarde. Entretanto nada aconteceu como planejávamos! Cerca de meia-hora depois de partirmos, houve um acidente terrível na auto-estrada, bem à nossa frente. Quatro carros se envolveram numa batida muito feia, onde um deles inclusive capotou e foi jogado para a uma vala ao lado da estrada. Daí a pista ficou completamente fechada e tivemos que esperar por mais de uma hora enquanto bombeiros, policiais e para-médicos resolviam a coisa toda. Terrível!
  
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Logo após termos a pista ser liberada, continuamos viagem, mas não por muito tempo. Cerca de 100 quilômetros à frente o carro do Alexandre (como falei no texto anterior, ele é o organizador desta nossa empreitada em Portugal e é também o guitarrista que está a tocar comigo) deu pane, e tivemos que parar novamente. Não houve o que fizesse o carro voltar ao normal e precisamos ligar para a Seguradora. Fomos obrigados a esperar por mais de duas horas até os táxis chegarem, para poderemos retomar a viagem. Dos males, o melhor, visto que os táxis eram duas Mercedez Benz 320 CDI, que nos levaram para o Algarve a 200 por hora! Nada mal! Apenas relembrando que a nossa chegada, prevista para as 13, aconteceu às 17, e tivemos que almoçar/jantar às pressas e correr para o lugar do culto, em Faro, que ficava a meia hora da casa em que iríamos pernoitar, localizada em Albufeira.

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Chegamos ao salão da Igreja Peniel por volta das 19 horas, passamos o som e nos preparamos para o culto. Foi uma ótima noite! Apesar da correria e do cansaço, o Senhor realmente renovou as nossas forças para a ministração. Pude compartilhar a respeito do que entendo ser um Caminho de Revolução e conheci muita gente boa, como o líder de louvor da Peniel, o Glaubert, e também alguns outros irmãos portugueses muito amáveis. Retornamos a Albufeira por volta de 1 da manhã e o que nos aguardava era o frio do qual falei no início desse texto! Quase inacreditável. Saber também que teríamos poucas horas de sono, já que teríamos outra ministração logo pela manhã, não era uma lembrança das mais fáceis!

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Acordamos às 8, comemos umas tostas no café ao lado da casa, e rumamos para Lagos, que fica a cerca de 45 minutos de Albufeira, onde fomos ministrar no Centro Cristão Fonte de Vida, igreja extremamente abençoada, que nos recebeu de braços abertos! Foi um derramar profundo de Deus para as pessoas que estavam ali. A ministração fluiu com muita liberdade, e posso dizer que realmente vi a mão de Deus tocando muitas pessoas e conduzindo-as de volta à essência da adoração: Jesus. Quantas vezes nós entramos no “piloto-automático” da fé, e nos deixamos levar pelas programações e afazeres religiosos, nos esquecendo do nosso relacionamento com o Senhor, que é o Senhor de todas essas coisas. Daí a caminhada em Cristo torna-se algo vazio, sem sentido, desprovido de vida, insosso. Eu pude ver corações voltando a queimar pelas verdades do Reino. Pude ver várias senhoras portuguesas, já de idade, prostradas diante do Senhor, em profundo pranto. Jovens casais ajoelhados de mãos dadas, recebendo mananciais do Rio de Deus. Foi uma experiência impagável, que vou levar comigo pelo resto da vida.

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Logo após o culto, que terminou por volta das 13 horas, almoçamos rapidamente para pegarmos a estrada de volta. Alexandre, Tânia e seus pequeno-lindíssimos filhos tiveram que voltar de comboio (trem), visto que não havia espaço suficiente na carrinha (van) e seu carro havia sido levado de volta pelo guincho. Nós precisávamos estar de volta à Setúbal, cidade próxima à Lisboa, por volta das 18:00 horas, para ministrarmos no Salão da Bênção. Esta é a congregação do ministério Coração Profético, grupo que tem ficado bem conhecido aqui em Portugal pelo trabalho de adoração que tem feito. Tivemos um bom tempo juntos e eles abriram o culto tocando És Real pra Mim, chamando-me em seguida para cantar com a banda deles. Foi muito bom! Depois disso nós assumimos a ministração do louvor, e tivemos um tempo precioso também. Ministrei nessa noite uma palavra sobre ter um coração puro em Deus, motivações puras que nos conduzem a buscar a Deus apenas por Deus, e não em troca de nada, sem barganhar nada. Fomos realmente cheios de Espírito de Deus e mais uma vez pude ver vários jovens impactados com o toque renovador do Espírito Santo! Aleluia!

Após o culto voltamos para a casa da família Izumi, que nos hospeda, e só tivemos tempo de pensar numa coisa: dormir. E apenas hoje pela manhã é que fiquei sabendo que a viagem de volta de Alexandre e família não foi nada fácil. O pequeno Rafael passou muito mal, vomitando muito, assim como o próprio Alex. Depois disso, soube que a imã do Alex, Andressa, também passou muito mal, assim como Adriana também estava se sentindo com muita fraqueza no corpo. Que luta! Nós pudemos discernir que isso faz parte de toda a batalha espiritual que estamos travando nessa nação, contra principados e potestades, contra fundamentos religiosos mentirosos e argumentos de cultura forjados por demônios, que tentam cegar os olhos de todos. Dessa forma oramos, todos foram ungidos e continuamos clamando para que o Senhor nos livre de todo mal que provenha das más intenções dos nossos inimigos.

Contudo, acaba-se que todo mal que tramam contra nós torna-se bem, como sabemos que acontece quando Deus está na coisa. Veja que como ninguém hoje foi trabalhar, por estarem todos a recuperar-se dos baques da viagem e dos enjôos, tivemos um dia excelente! Ficamos todos reunidos na sala da casa desde a hora do almoço até agora, quase meia-noite, quando todos foram dormir e eu fiquei aqui escrevendo este texto! Jogamos vídeo-game, vimos vídeos, álbuns de fotos, conversamos sobre milhares de assuntos e choramos de rir com as crianças. Uma bênção! E nada melhor para recuperarmos as forças.

Quero pedir a oração de todos que nos amam e nos acompanham. Lembrem-se de nós em suas orações e peçam a Deus que nos dê sabedoria para ministrarmos para esse povo que se diz tão culto e é tão cheio de ceticismo, mas que não acharam ainda o real conhecimento da Verdade, a real cultura da vida, que é Cristo que venceu a morte.

No amor daquele que amou a cada um de todos os povos, sejam eles árabes, portugueses ou chineses,

Lucas Souza
17/12/2007

Europa - Parte 1

Postado em Viagens às Dezembro 14, 2007 por lucassouza

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Há cerca de dois anos que converso com um casal de amigos de Portugal, Alex e Tânia, a respeito de virmos ministrar por estas terras. Desde 2005 que falamos e estudamos a possibilidade de virmos, mas apenas agora conseguimos dar este passo.  

Digo passo, porque vir para a Europa para mim é um passo de fé. Sair do Brasil, onde as pessoas hoje em dia até brincam de ministrar, tamanha facilidade e abertura que existe, para vir para este lugar tão deserto, onde falar de Jesus soa como uma esquisitice qualquer, uma coisa de antigamente, não é uma tarefa das mais fáceis. Onde estão os resquícios da fé que abalou as nações? Onde ficou escrita a história dos homens e mulheres que espalharam o fogo de Deus pelo mundo afora, e que partiu desse continente? Um dos meus objetivos é encontrar algum resquício dessa essência.  

Com os detalhes acertados e os tickets comprados, deu-se inicio aos preparativos da viagem. A primeira preocupação foi em relação ao frio, afinal iríamos sair de um final de primavera no Brasil, onde os termômetros já estavam batendo em torno de fervilhantes 35 graus Celsius, para vir ao encontro do fim de outono europeu, onde iríamos pegar de cara um gelo em torno de 5 graus positivos, sem contar todo inverno que passaremos em dezembro e janeiro, com temperaturas para lá de negativas. Enfim, com as malas prontas partimos do Brasil às 20 horas do dia 06 de dezembro, e chegamos a Paris às 12 horas do dia 07. Nosso vôo para Lisboa só partiria no outro dia, e então teríamos o dia todo para passar na cidade luz, como chamam. À nossa espera, no aeroporto Charles de Gaulle, estava um amigo meu que não via a vários anos, Ricardo Bilotti, e também uma notícia não muito boa: nossas malas não tinham chegado no nosso vôo, e só seriam entregues em nosso hotel à noite. Sem malas, sem violão, sem nada para carregar, o que fazer além de passar o dia passeando pela cidade? Ótima idéia!

Meu Tio Luis Cláudio diz que Paris é a cidade mais linda do mundo. E apesar de não ter visto todas as cidades do mundo, não fica difícil acreditar que haja algum centro urbano tão digno desse título como Paris. É simplesmente incrível! E só poderá perceber isso quem um dia se arriscar por essas ruas, porque explicar não faz muito sentido. Sente-se como se estivesse dentro de um filme ou algo do tipo. A cidade é um movimento sem fim, e nas ruas é possível ver gente de todos os lados do mundo, que sem dúvida haviam viajado como eu uma enorme distância e estavam entusiasmados com a cidade. De cara já visitamos a catedral de Notre Dame, a Torre Eiffel, a Champs-Élysées, e o Arco do Triunfo, dentre outros lugares. Foi corrido mas valeu a pena! No final de nossa viagem ainda passaremos por Paris novamente, com tempo de folga para conhecer o restante da cidade, se Deus quiser (Renatinha que o diga!).

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Chegamos ao hotel, que ficava em Suresnes, cidade localizada há alguns poucos quilômetros de Paris, às sete da noite, e descobrimos que nossas malas ainda não tinham chegado! Um tanto molhados da chuva e bem cansados da viagem e das andanças, foi uma péssima notícia. Mas não foi de todo ruim. Tomamos um banho quente para nos libertarmos do frio, que por causa da chuva já batia por volta de zero grau, e ficamos aguardando as malas que chegaram às onze horas. Dormimos bem, tomamos o café-da-manhã, e partimos de volta para o aeroporto.

Pegamos o vôo para Portugal que correu bem tranqüilamente, exceto pelo excesso de bagagem que tivemos que pagar (90€!!!), e chegamos a Lisboa por volta das 3 da tarde. Confesso estava receoso com algum problema que pudesse haver com a imigração portuguesa, porque me falaram que eles estão pegando pesado agora com os brasileiros, pela quantidade enorme de imigrantes que tem vindo de lá para cá. Por provisão, sinal de Deus ou não, por estamos já na Europa ou não, nem se quer tivemos nossos passaportes vistoriados. Apenas entramos no país tranquilamente, sem estresse algum. Ótimo!  Alex, Tânia, Andressa e Adriana já estavam nos esperando, e foi muito bom poder conhecê-los pessoalmente, além do Rafael e do Lucas, os dois filhos LINDOS dos Izumi. De lá fomos direto para a casa deles, onde também conhecemos os pais do Alex, o Sr. Cazu e a Sra. Claudete, ambos muito amáveis e acolhedores. É nessa casa que vamos ficar até o início de janeiro, quando terminará a nossa estada em Portugal, e onde começará o nosso giro por outros países como Espanha, Inglaterra e França novamente.  

Logo após termos chegado e almoçado, partimos para o local de reunião da Igreja Luz para os Povos, liderada pelo casal Israel e Ana Raquel, pastores desta igreja, e também onde congregam os nossos amigos. A idéia era organizar um culto de celebração ao Senhor, e foi exatamente isso o que aconteceu. Por quase duas horas simplesmente entoamos louvores ao Senhor, com muita espontaneidade e simplicidade, onde todos nós fomos impactados. Que noite! O Senhor realmente nos deu um novo cântico, e entoamos vários salmos espontâneos com muita alegria. No outro dia pela manhã também ministramos neste mesmo lugar, onde preguei sobre um coração de adoração, baseado na história da juventude de Samuel.

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Quarta-feira, dia 12, aconteceu mais uma ministração aqui em Portugal. Foi na Igreja Assembléia de Deus ministério de Madureira em Almada, dirigida pelo pastor Enoque. O contato conosco foi feito através de sua filha Shelly, que é líder de louvor da igreja, e nos deixou uma mensagem através de nossa página no Myspace. Dessa forma fizemos contato e acabamos por marcar a agenda. Tivemos uma noite de muita adoração e muito quebrantamento na presença do Senhor. Ministrei uma mensagem a respeito do que o Senhor está fazendo no Brasil, e sobre as muitas experiências que temos tido em Deus. Foi uma noite de verdadeiro quebrantamento e profundo arrependimento para todos nós. Excelente!
 

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Abaixo vai a foto que tirei com a banda que está me acompanhando aqui, que é toda composta pelos irmãos da Luz para os Povos. Da esquerda para a direita Alexandre Izumi (guitarra), Jhessé Gouveia (baixo), Márcio Vitorino (Técnico de PA), eu, Jonnas Thiago (bateria) e Bruno Vitorino (teclado). Estou muito feliz em conhecer tanta gente comprometida com o Reino, do lado de cá do oceano atlântico. Essa equipe é uma bênção e acredito que teremos dias ótimos!

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|Dessa primeira vez não foi possível virmos com a banda toda do Brasil, mas já estamos estudando a possibilidade de fazermos alguns concertos por aqui ano que vem, com a equipe completa, possivelmente em Julho.  

No mais, em breve publicarei outros textos e novidades em relação a essa viagem. Lembrem sempre de orar por nós, porque o trabalho aqui é árduo. A minha oração é que o Senhor faça uma grande obra nesta nação, da mesma forma que fez e está fazendo no Brasil. Aqui temos que olhar com os olhos da fé, e ver uma grande obra a florescer no deserto, mesmo que 99% da nação diga que não, ao menos por enquanto.  

No amor daquele que se doou para que todos de todas as nações pudessem declará-lo como Senhor, 

Lucas Souza
14.12.2007